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CASTRO ALVES
Antônio de Castro Alves nasceu em 1847 e faleceu em 1871 na Bahia. Pode ser considerado o último grande poeta do Romantismo. Vindo após o indianismo de Gonçalves Dias e os exageros sentimentais do ultra-romantismo, escreveu poesias que mostram uma libertação do egocentrismo absoluto, abrindo-se para a compreensão dos grandes problemas sociais e expressando sua indignação contra as tiranias e as opressões. Cantou também a confiança no progresso e na técnica, construtores do novo mundo ( ver " O livro e a América " ).
A poesia abolicionista é a sua melhor realização nessa linha social ( ver "Navio negreiro" , " Vozes d' África" ) , em que atribui ao poeta a missão de denunciar as injustiças sociais e de clamar pela liberdade ( por exemplo : " Adeus , meu canto" ) .
Esse tipo de poesia se realiza estilo vibrante , em que predominam as comparações , metáforas , antítese , hipérbole , apóstrofes , empregadas quase sempre em função de elementos grandiosos da natureza que sugerem imensidão , força , majestade , como : montanhas , cordilheiras , oceanos , tempestades , furacões , astros , cachoeiras etc. , configurando assim o estilo chamado condoreirismo .
Sua poesia liríco-amorosa é objetiva e realista , em que a mulher , distante das vagas idealizações ultra-românticas , aparece em carne e osso , envolta por um clima de erotismo e sensualidade ( por exemplo : " Hebréia" ; " O 'adeus' de Teresa " ; " Aves de arribação" ; " Boa-noite " ) .